Site para veterinário: o que a Resolução CFMV 1.649/2025 pede

Site para veterinário exige cuidado com a publicidade. Lemos a Resolução CFMV 1.649/2025 na fonte e transformamos seus artigos em um checklist para a página da clínica.

Por Saint Clair Comente
Gato e cachorro deitados juntos, ilustração para site para veterinário
Foto: SeanT313 / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0. Imagem ilustrativa.
Sumário
  1. O que a norma diz, lida na fonte
  2. Identificação do responsável técnico na página
  3. O que o site para veterinário não deve prometer ou mostrar
  4. Fotos de pacientes e repostagem em redes
  5. Checklist do site para veterinário
  6. O que acontece se a página descumprir
  7. Limites da leitura sobre site para veterinário
  8. Informação para o seu negócio, no seu e-mail

Montar um site para veterinário exige mais do que fotos de pets e um botão de WhatsApp. Primeiro, vale o contexto: desde outubro de 2025, a Resolução CFMV nº 1.649/2025 fixa o que a publicidade da clínica veterinária pode e não pode mostrar. Portanto, a página que você publica hoje precisa seguir essa régua.

Neste guia sobre site para veterinário, lemos a norma na fonte oficial e traduzimos o que ela pede para a prática do site. Antes de seguir, uma ressalva: a resolução não menciona “site” nem “antes e depois” de forma expressa. As leituras sobre o site são, portanto, nossas, e a decisão final cabe ao seu CRMV.

O que a norma diz, lida na fonte

A Resolução CFMV nº 1.649/2025 é datada de 13/06/2025 e foi publicada em 18/06/2025. Segundo o Art. 12, ela entra em vigor 120 dias depois. Pelo nosso cálculo, isso dá 16/10/2025, data que o texto não informa de modo expresso. Assim, você pode ler o texto integral da Resolução CFMV 1.649/2025 no manual do próprio conselho.

Além disso, o Art. 3º deixa claro quem responde. O profissional responde eticamente pela divulgação, seja como ofertante direto, responsável técnico, proprietário ou diretor do estabelecimento. Ou seja, terceirizar o site não terceiriza a responsabilidade.

Identificação do responsável técnico na página

Primeiro, o Art. 4º, §3º é o ponto mais prático para quem faz site para veterinário. A publicidade de estabelecimento veterinário deve conter o nome e o número de inscrição do responsável técnico, da matriz ou da filial. Se houver um médico-veterinário que aprovou tecnicamente a ação, os dados dele também entram.

Na prática, isso vira um bloco fixo no rodapé e na página institucional. Além disso, o §1º pede que o estabelecimento afixe, em local visível, o Certificado de Registro e a Anotação de Responsabilidade Técnica. Contudo, o texto fala do espaço físico. No site, uma seção “Quem responde pela clínica” cumpre o mesmo espírito, mas essa extensão é leitura nossa.

O que o site para veterinário não deve prometer ou mostrar

Depois, o Art. 6º reúne as vedações. Três delas pesam direto na copy de uma página de serviços. O inciso III proíbe participar de propaganda que garanta resultados. O inciso IV proíbe divulgar tratamento, método ou técnica sem comprovação científica. O inciso V proíbe divulgar valores ou tabelas de cirurgias e procedimentos que exijam avaliação prévia do paciente.

Portanto, o inciso V merece atenção. A norma cita espécie, raça, idade, peso, sexo, histórico e riscos como fatores que impedem um preço fechado. Assim, uma tabela de “castração a partir de R$ X” ou “cirurgia de joelho por R$ Y” é terreno de risco. Já consulta e vacina, que não dependem desse dimensionamento, o texto não cita nominalmente. Na dúvida, pergunte ao CRMV.

Já o inciso VI veda associar serviços a práticas anticompetitivas, como preço predatório e venda casada. Em resumo, o pacote “banho grátis na compra da cirurgia” pede revisão antes de ir ao ar.

Fotos de pacientes e repostagem em redes

Segundo, o Art. 8º trata de imagens e informações de pacientes e responsáveis. O profissional deve observar o Código Civil e, quando aplicável, a Lei Geral de Proteção de Dados. Assim, a foto do animal com o tutor ao fundo, o nome do tutor num depoimento ou o prontuário exibido no feed exigem autorização clara.

O Art. 5º também importa para quem embute o Instagram no site para veterinário. Publicação de terceiro ou de paciente que o profissional compartilha ou reposta passa a valer como publicação própria. No entanto, o tema não é só ético. Além disso, quem coleta nome e telefone do tutor num formulário também entra na LGPD, assunto que detalhamos em LGPD no formulário da clínica. A Lei 13.709/2018 no Planalto traz o texto completo.

Checklist do site para veterinário

Por fim, use a lista abaixo como roteiro de revisão antes de publicar ou de refazer a página.

  • Nome e número de inscrição do responsável técnico visíveis no rodapé e na página institucional.
  • Dados do médico-veterinário que aprovou tecnicamente uma campanha, quando houver.
  • Nenhuma frase que garanta resultado de tratamento ou cirurgia.
  • Nenhum método divulgado sem comprovação científica.
  • Nenhuma tabela de cirurgia ou procedimento que dependa de avaliação prévia.
  • Autorização por escrito para foto de paciente ou de tutor.
  • Formulário com aviso de privacidade e finalidade clara do dado.
  • Revisão das publicações repostadas que aparecem embutidas no site.

Afinal, se você quer ver como a mesma lógica vale para outras profissões, leia o que a telemedicina no site da clínica exige no caso da medicina humana. As regras são distintas, mas o método de revisão é o mesmo.

O que acontece se a página descumprir

Por fim, o Art. 10 descreve o rito. Diante do descumprimento, o CRMV convoca o profissional para orientação e regularização em prazo fixado. Se não houver regularização, o conselho instaura processo ético-disciplinar. Em caso de reiteração, pode abrir o processo sem nova convocação prévia.

Por isso, o melhor custo-benefício é acertar a página na origem, ainda no projeto do site para veterinário. Se a sua clínica precisa de um projeto assim, conheça a nossa criação de site para clínica veterinária, que já nasce com esses blocos de identificação e de privacidade. Antes disso, o diagnóstico gratuito do seu site aponta quais itens do checklist faltam hoje.

Limites da leitura sobre site para veterinário

Portanto, este texto não é parecer jurídico nem substitui a orientação do CRMV-BA. Além disso, não apuramos o Manual de Publicidade do CFMV, que o Art. 11 prevê como complemento, e portanto pontos de detalhe podem estar nele. Também não tratamos de receita, de conduta clínica ou de prescrição, que fogem do nosso assunto.

Quando a norma estiver clara e o site para veterinário estiver revisado, então o próximo passo é prático. Peça um orçamento de site para clínica veterinária e leve a lista acima como briefing para a equipe.

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